Áreas protegidas
RPPN Acurizal e Penha

        Em dezembro de 1995, a Ecotrópica adquiriu as Fazendas Acurizal e Penha, com 27.074 hectares. Localizadas na Serra do Amolar, estas áreas são de uma riqueza biológica inestimável, apresentando um ecótono único, formado pela transição abrupta entre ambientes inundados e montanhas.

 

 

  Fazenda Acurizal Fazenda Penha
Área Total: 13.665 hectares 13.409 hectares
Fração Reconhecida como RPPN: 13.200 hectares 13.200 hectares
Fração das Benfeitorias em uso: 465 hectares 209 hectares

 

Título de Reconhecimento

        Reservas reconhecidas sob Portaria nº 07 do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA, de 19 de fevereiro de 1997.

        As Reservas Acurizal e Penha estão situadas em uma faixa de terra entre o Rio Paraguai e a Serra do Amolar, na borda sudoeste do Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense, terminando abruptamente, na parte norte, junto à Lagoa Gaíva.

        A área se compõe de vários tipos vegetacionais, cuja distribuição é regida não apenas pelo sistema pluvial, mas também pela topografia irregular, que varia desde o planalto baixo, numa altitude de 100 metros acima do nível do mar, até 900 metros, no topo de alguns morros.

        Aproximadamente um terço da área compreendida pelas duas reservas consiste em pantanal baixo, um mosaico de lagos e barreiros cobertos de tapetes flutuantes de Eichornia, campos gramados, capoeirões e serpenteantes matas de galeria, densas e emaranhadas, com poucas árvores excedendo uma altura de 10 metros.

         Uma floresta caducifólia cobre grande parte do terreno acima do nível das águas, sendo que, nas dos vales, as árvores apresentam uma cobertura contínua de mais ou menos 20 metros de altura, e nas situadas nas encostas de morros a cobertura é bem mais baixa. As árvores, na maioria leguminosas, perdem suas folhas progressivamente durante a estação seca até que, em agosto, elas se encontram completamente nuas.

        A cobertura do solo é escassa, exceto por aglomerados espinhentos de bromeliáceas. O cerrado, outro dos principais tipos de vegetação, apresenta um gradiente fisionômico que varia desde árvores pequenas esparsas, bosques, até densas florestas, dependendo dos nutrientes presentes nos solos. As árvores, muitas delas nodosas, raramente ultrapassam uma altura de 10 metros e são caducifólias. No entanto, a queda das folhas é tão variável intra e interespecificamente que algumas árvores oferecem sombra durante toda a estação seca.

        O solo é coberto de grama, exceto onde capoeiras de bambu impedem seu crescimento. Drenando os vales há ribeirões, cujo os cursos são contínuos durante todo o ano, marginados por matas ciliares e perenifolias, nas quais algumas árvores maciças chegam a atingir alturas de 25 metros. O interior fresco e úmido dessas matas representa um importante refúgio para a fauna, quando o cerrado circundante se encontra quente e seco. Nas encostas e topos de morros, as matas se abrem em campos com solo rochoso intemperizado, com cerrado esparso. Algumas porções dos vales foram usadas intensamente por pecuária bovina pelos antigos proprietários, sofrendo um processo de desmatamento para formação de pastagens.

        No entanto, devido ao abandono da atividade pecuária nestes últimos anos e o plantio de mudas nativas produzidas no viveiro da Reserva Acurizal, boa parte das áreas desmatadas já se encontram em processo avançado de recuperação. Nas partes mais antigas já ocorre a presença de mata secundária e nas mais jovens já existe a presença de capoeiras, arbustos, acurizais e trepadeiras. Uma característica bastante importante nesta área é a existência de todas as formas vegetacionais características da bacia, formando um gradiente florístico que parte da vegetação característica de pantanal e vai até vegetação de montanhas, passando por vegetação sempre verde, vegetação caducifólia e mata de galeria.

        Estudos preliminares desenvolvidos na área de floresta descídua registram cerca de 300 árvores de 40 espécies distintas por hectare. Na área de cerrado ocorrem cerca de 200 árvores de 22 espécies distintas por hectare. Não foi encontrada nenhuma espécie endêmica da Serra do Amolar, apesar dos estudos não terem alcançado áreas muito elevadas, onde endemismos podem ser esperados em nível de espécie e subespécie. Levantamentos preliminares de fauna conduzidos por George Schaller (1980) contabilizaram 64 espécies de mamíferos para a área. Levantamento preliminar de aves realizado por Rick Hansen (1978) contabilizou cerca de 170 espécies para a área.

 

PARQUE NACIONAL DO PANTANAL
O QUE É UMA RPPN?
RPPN DOROCHÊ

 

 

 

 

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